Sempre tive a necessidade de extravasar de vez em quando. Já fiz muita merda nesses meus 20 anos e com certeza ainda farei mais e tudo de novo, no mínimo. Sou daquelas que só aprendem na porrada. Insuportavelmente teimosa.
Apago alguns rostos da memória, perco amores e coleciono fantasmas. Em dias ruins, tropeço na minha sombra, evito espelhos e quase não falo. Até minha voz me enche o saco. Então leio algum livro, ouço um velho Blues ou um velho rock (nada de bossa nova), abraço com amor minha maravilhosa e amada mãe, brinco com meu cachorro, converso com meus irmãos, ligo pra alguns amigos e quase tudo passa. Quase tudo.
Apago alguns rostos da memória, perco amores e coleciono fantasmas. Em dias ruins, tropeço na minha sombra, evito espelhos e quase não falo. Até minha voz me enche o saco. Então leio algum livro, ouço um velho Blues ou um velho rock (nada de bossa nova), abraço com amor minha maravilhosa e amada mãe, brinco com meu cachorro, converso com meus irmãos, ligo pra alguns amigos e quase tudo passa. Quase tudo.
Quando o quase do quase tudo anterior começa a incomodar, a única coisa a fazer é ir para a rua, encontrar os outros lobos perdidos e se acabar na noite. Quarta-feira tem show do Lobão. Vou me acabar. Ou eu bato na cara dos meus fantasmas ou faço as pazes com eles. E te digo, ninguém pode amar seus fantasmas. O máximo que pode acontecer é você suportá-los e tomar uma cerveja com eles. E isso eu já faço demais.
"Que não tem pra onde ir, segue pela estrada". (Roger Hedden)
