domingo, 27 de março de 2011

Mais uma de insônia

Acordar perdido, sem saber se hoje é hoje ou se é amanhã. Coisa que já faz parte da rotina de um insone. E ainda tem gente que acha isso charmoso, eu acho normal. Deixei de procurar mágica em meus fantasmas.

Café pequeno

Eu me irrito fácil, sou radical e explosiva. Mas meus amores também são de tamanha intensidade. E o problema é meu. Sempre foi só meu.
Já me acostumei com a barata que na madrugada bate as asas debilmente pela minha cozinha. Ela sempre some ao amanhecer. Então faço meu café e vou deitar.

Eu não sei sumir.

segunda-feira, 14 de março de 2011

"Às vezes um charuto é só um charuto."



Às vezes uma cerveja é só uma cerve...
NÃO!
Nunca é só uma cerveja!




Ainda bem, né, Freud?!?

sábado, 5 de março de 2011

Nobody dies a virgin... Life fucks us all.




"Nobody dies a virgin... Life fucks us all."

(Kurt Cobain)                                       



Uma amiga me disse que não gostava do Cobain e que achou essa frase idiota. Pois bem, eu acho Cobain um atormentado interessante, mas Nirvana não é muito a minha praia. Quanto a frase, acho realista. 

A vida vai te foder em algum momento (ou em vários), isso é fato. Ninguém vive só de flores, se assim fosse, seria um saco. A gente precisa se foder às vezes e não me refiro a masturbação (mas isso também é necessário!). Você precisa se dar mal de vez em quando, dar de cara com o muro, ter sua razão engolida, ser devorado.

Você precisa se foder para aprender algo e tem coisas que só se aprende na porrada. Saber que você é de carne e osso, mais carne que osso, e que a carne é fraca te dá armas para se levantar do tombo. E correr atrás, e sonhar novamente, e encher a cara com os amigos naquele querido boteco sujo, e sorrir para sua mãe, e fazer amor loucamente.

Eu sou dessas pessoas que já apanhou muito para aprender algumas poucas coisas. Mas te digo, apanhar me ensinou a bater.


quinta-feira, 3 de março de 2011

Mais uma de insônia

Mais uma noite de insônia
regada a muito Bukowski e Rolling Stones.
A solidão maltrata e apura o meu sadismo.
O coração não cabe mais no quarto escuro.
Meu coração quer bater,
quer apanhar.
E apanhar.
E apanhar.