I'm a beginner too. I hope to be fine with the surprises that I hate so much. But many surprises are so sweet....So, I accept the risk. Can we start now?
domingo, 15 de janeiro de 2012
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Não confio em pessoas que acordam de bom humor
Não consigo entender uma pessoa que já acorda com um sorriso no rosto. Isso até me incomoda bastante. Adoro quem acorda com a cara inchada, sem falar bom dia, com a boca seca, com o "foda-se" ligado e quase em desespero por uma xícara de café. E só depois desse café sentem a esperança triste de que o dia pode até ser bom, mas se ele não for, não vai ter diferença.
Não sou contra a felicidade, até sou bastante feliz, só acho que a vida não é uma propaganda de colchão ou margarina. Às vezes, um café vale mais que mil sorrisos.
Não sou contra a felicidade, até sou bastante feliz, só acho que a vida não é uma propaganda de colchão ou margarina. Às vezes, um café vale mais que mil sorrisos.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
"Quem não tem pra onde ir, segue pela estrada."
Sempre tive a necessidade de extravasar de vez em quando. Já fiz muita merda nesses meus 20 anos e com certeza ainda farei mais e tudo de novo, no mínimo. Sou daquelas que só aprendem na porrada. Insuportavelmente teimosa.
Apago alguns rostos da memória, perco amores e coleciono fantasmas. Em dias ruins, tropeço na minha sombra, evito espelhos e quase não falo. Até minha voz me enche o saco. Então leio algum livro, ouço um velho Blues ou um velho rock (nada de bossa nova), abraço com amor minha maravilhosa e amada mãe, brinco com meu cachorro, converso com meus irmãos, ligo pra alguns amigos e quase tudo passa. Quase tudo.
Apago alguns rostos da memória, perco amores e coleciono fantasmas. Em dias ruins, tropeço na minha sombra, evito espelhos e quase não falo. Até minha voz me enche o saco. Então leio algum livro, ouço um velho Blues ou um velho rock (nada de bossa nova), abraço com amor minha maravilhosa e amada mãe, brinco com meu cachorro, converso com meus irmãos, ligo pra alguns amigos e quase tudo passa. Quase tudo.
Quando o quase do quase tudo anterior começa a incomodar, a única coisa a fazer é ir para a rua, encontrar os outros lobos perdidos e se acabar na noite. Quarta-feira tem show do Lobão. Vou me acabar. Ou eu bato na cara dos meus fantasmas ou faço as pazes com eles. E te digo, ninguém pode amar seus fantasmas. O máximo que pode acontecer é você suportá-los e tomar uma cerveja com eles. E isso eu já faço demais.
"Que não tem pra onde ir, segue pela estrada". (Roger Hedden)
domingo, 27 de março de 2011
Mais uma de insônia
Acordar perdido, sem saber se hoje é hoje ou se é amanhã. Coisa que já faz parte da rotina de um insone. E ainda tem gente que acha isso charmoso, eu acho normal. Deixei de procurar mágica em meus fantasmas.
Café pequeno
Eu me irrito fácil, sou radical e explosiva. Mas meus amores também são de tamanha intensidade. E o problema é meu. Sempre foi só meu.
Já me acostumei com a barata que na madrugada bate as asas debilmente pela minha cozinha. Ela sempre some ao amanhecer. Então faço meu café e vou deitar.
Eu não sei sumir.
segunda-feira, 14 de março de 2011
"Às vezes um charuto é só um charuto."
Às vezes uma cerveja é só uma cerve...
NÃO!
Nunca é só uma cerveja!
Ainda bem, né, Freud?!?
sábado, 5 de março de 2011
Nobody dies a virgin... Life fucks us all.
"Nobody dies a virgin... Life fucks us all."
(Kurt Cobain)
Uma amiga me disse que não gostava do Cobain e que achou essa frase idiota. Pois bem, eu acho Cobain um atormentado interessante, mas Nirvana não é muito a minha praia. Quanto a frase, acho realista.
A vida vai te foder em algum momento (ou em vários), isso é fato. Ninguém vive só de flores, se assim fosse, seria um saco. A gente precisa se foder às vezes e não me refiro a masturbação (mas isso também é necessário!). Você precisa se dar mal de vez em quando, dar de cara com o muro, ter sua razão engolida, ser devorado.
Você precisa se foder para aprender algo e tem coisas que só se aprende na porrada. Saber que você é de carne e osso, mais carne que osso, e que a carne é fraca te dá armas para se levantar do tombo. E correr atrás, e sonhar novamente, e encher a cara com os amigos naquele querido boteco sujo, e sorrir para sua mãe, e fazer amor loucamente.
Eu sou dessas pessoas que já apanhou muito para aprender algumas poucas coisas. Mas te digo, apanhar me ensinou a bater.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Mais uma de insônia
Mais uma noite de insônia
regada a muito Bukowski e Rolling Stones.
A solidão maltrata e apura o meu sadismo.
O coração não cabe mais no quarto escuro.
Meu coração quer bater,
quer apanhar.
E apanhar.
E apanhar.
regada a muito Bukowski e Rolling Stones.
A solidão maltrata e apura o meu sadismo.
O coração não cabe mais no quarto escuro.
Meu coração quer bater,
quer apanhar.
E apanhar.
E apanhar.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Passando
"O meu passado é tudo quanto não consegui ser." (Fernando Pessoa)
Diferentemente do de Pessoa, o meu passado é tudo o que eu fui até este exato momento. Eu já fui triste, já fui alegre e já fui triste de novo. Já amei já desamei e amei de novo. Já fui extremista, deixei de ser e sou de novo. Já fui embora, já voltei, já quero ir de novo. Já dei fora, recebi e recebi de novo. Já cai de escada, batentes, barrancos e me reergui sem medo de outro tombo. Já fui popular, underground, misantropa e agora sou o misto de tudo isso e logo mais deixarei de ser. Já tive uma melhor amiga, deixei de ter e preferi abandonar esse rótulo idiota. Já fui calma, não sou mais, mas quem vai saber? Já quis morar no campo ou numa fazenda, mas descobri que meu pulmão não funciona sem a fumaça dos carros e o odor fétido da cidade. Já quis ter filhos e casar, mas definitivamente não nasci pra isso, até que alguém me prove o contrário. Já tive ilusões, já fui realista ao extremo, mas amo sonhar e isso talvez seja um segredo. Já fui, sou e serei tudo o que eu nunca deixei de ser.
O meu passado é um turbilhão de acontecimentos e mudanças que influenciaram diretamente nas minhas decisões presentes e atos futuros. O meu passado está sendo.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
14/10/10
Hoje acordei cheia de silêncio. Observo tudo ao meu redor, as flores, o Sol preguiçoso, minha cama bagunçada e toda essa confusão que me engole. Poucas coisas concretas me acompanham, sou um tanto medrosa. Tenho medo da emoção e da mudança. Mas às vezes não sentir e não mudar são as únicas coisas que não fazem sentido. Dizem que o amor é a única revolução verdadeira e até mesmo uma pessoa fria como eu acredita piamente nisso. O amor é um tanto desconhecido por mim, mas sei que amo minha família e minhas causas, pois o amor é um tipo de defesa, proteção, apreço incondicional e entrega ao que você não consegue se imaginar sem. Sinto a necessidade de perder um pouco desse medo e me entregar mais intensamente ao estudo do amor, ele pode dar significância a muitas coisas que me passam por despercebidas e talvez assim eu consiga entender com mais facilidade a beleza das flores, o Sol preguiçoso, a minha cama bagunçada e toda essa confusão que me engole. Tudo isso deve ter algum charme.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Mais uma de Insônia
![]() |
| (Fotografia de jfmarq.) |
Rolei sem sono a noite toda, é como se a cama não fosse minha. É como se eu não coubesse dentro do meu quarto. É como se a alma quisesse voar por aí. É como se meu coração não coubesse na noite.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Janinie e Glauco
Há sempre nos lábios o vermelho rubro, os dentes vorazes ensaiam sorrisos lúgubres, é um fingimento sem fim tentando esconder o desejo notável. Mais fácil seria sorrir e morder de uma vez. Ela tem um lado selvagem, ele sabe.
Fazia certo tempo desde a última vez em que se encontraram, mais ou menos uns dois anos, ela não lembrava ao certo. Foi numa loja de artigos para decoração, ele estava com a noiva, noiva esta que Janinie nem sabia que existia. Depois de entender o porquê de Glauco nunca mais tê-la convidado para uma noitada daquelas, Janinie passou noites vazias imaginando quais móveis o casal teria comprado.
Enquanto tomavam o café, em comemoração a um esbarro repentino que proporcionou este reencontro, Glauco fitava intensamente a boca de Janinie. Ele gosta daquele batom “Vermelho Intenso Extreme”, ele nunca esqueceu nem o nome nem o poder que aquele batom tinha sobre ele. “Janinie gosta de morder e ninguém nunca esquece as mordidas de Janinie”, ele pensou num momento de descontrole, mas por sorte tal pensamento não chegou à mesa da cafeteria.
Pediram uns bolinhos de queijo, tomaram mais um café e despediram-se. Janinie chegou em casa com o Vermelho Intenso Extreme intacto e Glauco voltou para a sua mobília cara.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
domingo, 8 de agosto de 2010
Avulso
Dai-me paciência para o Latim e para cuidar do coração que me veio como um tiro. Que se atira e se espatifa a cada esquina, na esperança imbecil de encontrar a caixa certa para abrigo. Coitado, quer respirar, gritar, e no meu peito já não mais cabe. O coração ocupa muito espaço, ele quer sair por aí.
sábado, 7 de agosto de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)




